domingo, 29 de maio de 2011

Teológica Hipocrisia


Deus criou a terra e fez dela o paraíso
Mas os humanos em sua rebeldia
A tudo se julgaram superiores
Quebrando toda harmonia

Para ensinar ao mundo a verdade
Deus mandou o seu filho Jesus
Mas os humanos o mataram
Torturado numa cruz.

Na sua falsidade e arrogância
Os humanos fizeram então
Da vítima seu salvador
Do crime absolvição.

Roubaram, escravizaram e mataram
Os julgados selvagens e pagãos
Usando o nome de Jesus
Intitulados cristãos

Civilizados com filosofias e religiões
Foram matando sem perceber
Aqueles que poderiam
Lhes ensinar à viver

Acióly Netto - www.guiadiscover.com

Por onde a salvação do planeta deve começar


Por onde a salvação do planeta deve começar

A história nos mostra, que os grandes impérios, as fortunas e o poder, se mantêm graças aos reis, súditos e escravos. Sem as pessoas, que formam a base desta pirâmide, este sistema deixa de existir.

Os poderosos do mundo sabem que, para se manterem no poder, precisam do trabalho de muitas pessoas, de onde vem toda a sua riqueza. Quanto maior o número de pessoas, mais barato se torna o trabalho, como podemos ver na China, e noutros lugares.

Não precisa ser um grande pensador, para saber que a destruição da natureza, se deve ao aumento do número de pessoas e, a ambição dos ricos. Não precisa ser cientista político para saber que, o aumento do número de miseráveis sem cultura, é importante para eleger, e manter no poder os corruptos, que compram seus votos com esmolas. A natalidade precisa ser controlada urgentemente.

Quem controla a natalidade, é a classe mais esclarecida. A raça humana prolifera, justamente onde não deveria, portanto as pessoas de bom nível moral e cultural serão cada vez em menor número, sem representação e desprotegidas.

Enquanto a água potável desaparece no planeta, no sul do Brasil, grandes áreas produtivas, estão se transformando em desertos, e o êxodo rural aumenta, agravando os problemas sociais, e ambientais nas cidades.

A fome e as doenças proliferam, numa ordem exponencial, enquanto os cartéis se fortalecem, monopolizando os bancos genéticos, criando plantas que não se reproduzem, para dominar a produção de alimentos e remédios.

O que podemos fazer? Nada vem de graça, precisamos repensar, e mudar nossos péssimos hábitos, comodistas e consumistas.

Aprendamos com as formigas.
Na sociedade das formigas, as guardiãs não trabalham, e por terem as mandíbulas muito grandes, precisam receber das operárias, o alimento na boca. Quando a reprodução das formigas guardiãs aumenta, as operárias simplesmente param de alimentá-las, para não comprometer as provisões, e a estabilidade da comunidade.

Temos que parar de alimentar os poderosos. Não podemos aceitar tudo que a indústria nos oferece, sem antes se perguntar:
1- Eu preciso realmente? 2- A compra deste produto beneficia quem? 3- Para onde vai esta embalagem depois? Eu posso reutilizá-la?

Numa sociedade que fabrica leis, sem se preocupar que sejam cumpridas, e os desonestos tem direitos, e os honestos tem deveres, daqueles que deveriam fiscalizar e punir, só podemos esperar corrupção e incompetência.

Precisamos agir, cada um fazendo a sua parte.

Veja um exemplo: Um shopping foi construído, sobre uma área de preservação. Manifestações, denúncias e até prisões, nada resolvem. O mal está feito, eles continuarão lá, inventando falsos projetos sociais e ecológicos, comprando políticos e funcionários dos órgãos ambientais.

O que você pode fazer? Basta não comprar nada deles. Assim você estará exercendo seu poder, da forma mais direta e eficaz.

Antes de freqüentar um hotel ou restaurante, próximo do mar ou qualquer curso d’água, procure saber onde eles lançam seus esgotos, e se a localização não compromete o meio ambiente.

Não perca tempo criticando políticos, eles são a imagem e semelhança do povo.

A mídia adapta profecias e acontecimentos, sobre a data do fim do mundo, sem perceber que o fim do mundo já começou.

Faço minhas as palavras do sábio índio, chefe Seatle: “Só não entendo, porque Deus deu a esta raça, o domínio sobre os selvagens, e os outros animais”.

Acióly Netto - www.guiadiscover.com/ecologia.htm

O Ciclo Das Águas


O ciclo das águas

O mar chamou o sol, e pediu que levasse ao céu o seu espírito. E o sol, transformou o espírito do mar em nuvens.

Depois o mar chamou o vento, e pediu que soprasse as nuvens por todos os lugares da terra.

Por onde o espírito do mar descia, em forma de chuva, a terra ia se cobrindo de verde, flores, frutos e vida.

Logo nasceram os cursos d’ águas, tornando-se os vasos sanguíneos da terra.

Por muito tempo o espírito do mar retornava feliz, cantando e dançando pelos vales, e saltitando nas cachoeiras.

Por onde o espírito do mar passava, ia saciando a sede dos animais e plantas, e semeando a vida, como o sangue que retorna ao coração de onde saiu.

Um dia, entre os outros animais, a espécie humana foi tornando-se diferente, soberba e ingrata.

Os humanos em sua arrogância se intitularam seres superiores, e passaram a destruir a vegetação, desrespeitar os animais e envenenar as águas.

Hoje o espírito do mar retorna humilhado e triste, trazendo com ele o lixo, e a ingratidão dos humanos.

Nas praias e nos manguezais, as águas exalam o cheiro de putrefação e morte.

Com a ajuda do irmão sol e do irmão vento, o espírito do mar continuou cumprindo sua missão, como quem semeia o bem, sem reclamar da aridez dos corações.

O mar ainda tenta na sua beleza, esconder seu sentimento, e a tristeza da vida que nele agoniza, na esperança que um dia os humanos entendam, que cada nascente é sagrada, e nada deve ser modificado no caminho das águas.

Cegos pela sua ignorância e ambição, os humanos não percebem que estão matando a si mesmos.


Acioly Netto - www.guiadiscover.com